Atentado - O mundo em PERIGO!!!

Perfil: Afeganistão

O Afeganistão é um dos países mais pobres do mundo e tem vivido tamanha instabilidade nas últimas décadas, que sua economia e infra-estrutura estão em ruínas.

Um terço da população afegã deixou o país, abalado não só por guerras e conflitos internos, mas também por desastres naturais, como terremotos e secas.

Por sua posição estratégica, espremido entre o Oriente Médio, a Ásia Central e a Índia, ao longo da antiga "Rota da Seda", o Afeganistão foi disputado por vários países durante longo tempo; no século XIX, o país foi disputado tanto pela Rússia Imperial como pelo império britânico na Índia.

No final da década de 70, o Afeganistão se tornou um importante campo de batalha da Guerra Fria, depois que milhares de soldados soviéticos foram enviados ao país, em 1979, para garantir a permanência do regime pró-comunista. Isso resultou em um grande confronto, envolvendo os Estados Unidos e os vizinhos do Afeganistão.

Depois da retirada dos soviéticos, o mundo perdeu o interesse no Afeganistão, ao mesmo tempo em que o país era conflagrado por uma prolongada guerra civil.

Afeganistão

População: 26 milhões
Renda per capita: não disponível
Capital: Cabul
Língua: pashtu e dari (persa)
Religião: Islamismo
Expectativa de Vida: 46 anos (homens), 45 anos (mulheres)
Moeda: 1 afegano = 100 puls
Exportação: frutas, castanhas, tapetes e lã
Domínio da internet: .af
DDI: 389
Ouça o Hino Nacional do Afeganistão

Como conseqüência, milhões de afegãos fugiram para outros países, sem esperanças de ter um futuro no Afeganistão.

A ascensão do Talebã - originalmente um grupo de estudiosos islâmicos - na década de 90, trouxe pelo menos um pouco de estabilidade, depois de quase duas décadas de conflito

Mas a versão extremista do islamismo que o Talebã adotou tem atraído críticas.

A milícia Talebã, formada em sua maioria por membros da etnia pashtu, tem como oposição uma aliança de facções, a maior parte integrada por minorias que vivem no norte do Afeganistão.

Atualmente, o Talebã controla 90% do território afegão e é reconhecido como governo legítimo apenas por três países: Paquistão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

O governo do Talebã também está em desacordo com a comunidade internacional por causa da presença no país do dissidente saudita, Osama bin Laden, apontado pelos Estados Unidos como principal suspeito de ser o mentor dos atentados em Nova York e Washington.

O Afeganistão tem um dos terrenos mais inóspitos do planeta e ainda é um dos maiores produtores de ópio, apesar do Talebã afirmar que conseguiu acabar com a produção.

Líderes

Líder de fato: mulá Mohamed Omar

Conhecido por seu título de "Comandante dos Fiéis" (Amir ul-Mu´mineen), o líder supremo do Talebã é um homem recluso, pouco se sabe sobre ele.

Raramente deixa sua fortaleza em Kandahar, no sul do Afeganistão. No país, afirma-se que ele visitou a capital Cabul apenas uma vez.

Figuras como o ministro das Relações Exteriores, Wakil Ahamed Mutawakkil, aparecem muito mais em público do que ele.

Presume-se que o mulá Mohamed Omar tenha cerca de 40 anos. Também há boatos que ele teria se ferido e perdido a visão de um dos olhos enquanto lutava contra os soldados soviéticos que invadiram o país, em 1979.

A imprensa ocidental diz que o mulá Mohamed Omar é um dos inspiradores da política islâmica de linha-dura do Talebã - e pessoalmente muito próximo de Osama bin Laden, o dissidente saudita também suspeito de ser o responsável pelos atentados às embaixadas americanas na África, em 1998.

Vice-líder: vago
Ministro do Interior: Abdul Razzaq Akhund
Ministro das Relações Exteriores: Wakil Ahmed Mutawakkil.

Líder do governo no exílio: Burhanuddin Rabbani

Nascido em 1940, Burhanuddin Rabbani ainda é reconhecido pela ONU como o legítimo líder do Afeganistão.

De etnia Tajik, ele é ex-professor de lei islâmica na Universidade de Cabul e também estudou na famosa Universidade Islâmica Al-Azhar, no Egito.

No início da carreira política de Rabbani, ele fundou o Partido Islâmico Jamiat-e, cujo objetivo era lutar contra o plano de secularização do governo afegão.

Em 1992, ele assumiu a presidência do governo liderado pelos mujahedins no Afeganistão, mas fugiu quando o Talebã tomou Cabul, em 1996.

Atualmente, Rabbani lidera o governo no exílio e passa a maior parte do tempo coordenando as diferentes facções na aliança anti-Talebã.

Mídia

A imprensa no Afeganistão tem sofrido sérias restrições desde que o Talebã assumiu o poder.

A Rádio Afeganistão foi rebatizada Rádio Voz do Shari´ah (Lei Islâmica) e agora reflete os valores do fundamentalismo islâmico do Talebã.

O Talebã também proibiu que os afegãos assistam televisão, alegando que o veículo é fonte de corrupção. O governo também vê a música com suspeitas.

Desde que o Talebã instaurou um certo grau de estabilidade no país, jornais e revistas começaram a ser publicados novamente, em pashtu e dari, uma variante da língua persa.

As publicações que fazem oposição ao Talebã normalmente são editadas fora do país, principalmente na cidade de Peshawar, na fronteira com o Paquistão e no Irã.

A Imprensa Islâmica Afegã , uma agência de notícias com sede em Peshawar, cobre as principais notícias do país.

Jornalismo Impresso

- Shari´at - controlado pelo Talebã, principal órgão de imprensa do governo
- Hewad - controlado pelo Talebã
- Anis - controlado pelo Talebã
- Cabul Times - em inglês, controlado pelo Talebã

Rádio

- Rádio Voz de Shari´ah - única emissora permitida
- Rádio Voz de Shari´ah (serviço externo) - programas em 17 línguas

Agências de notícias

- Agência de Informação Bakhtar - controlada pelo Talebã.