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Perfil: Afeganistão
Por sua posição estratégica, espremido entre o Oriente Médio, a Ásia Central e a Índia, ao longo da antiga "Rota da Seda", o Afeganistão foi disputado por vários países durante longo tempo; no século XIX, o país foi disputado tanto pela Rússia Imperial como pelo império britânico na Índia. No final da década de 70, o Afeganistão se tornou um importante campo de batalha da Guerra Fria, depois que milhares de soldados soviéticos foram enviados ao país, em 1979, para garantir a permanência do regime pró-comunista. Isso resultou em um grande confronto, envolvendo os Estados Unidos e os vizinhos do Afeganistão. Depois da retirada dos soviéticos, o mundo perdeu o interesse no Afeganistão, ao mesmo tempo em que o país era conflagrado por uma prolongada guerra civil.
Atualmente, o Talebã controla 90% do território afegão e é reconhecido como governo legítimo apenas por três países: Paquistão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. O governo do Talebã também está em desacordo com a comunidade internacional por causa da presença no país do dissidente saudita, Osama bin Laden, apontado pelos Estados Unidos como principal suspeito de ser o mentor dos atentados em Nova York e Washington. O Afeganistão tem um dos terrenos mais inóspitos do planeta e ainda é um dos maiores produtores de ópio, apesar do Talebã afirmar que conseguiu acabar com a produção. Líderes Líder de fato: mulá Mohamed Omar Conhecido por seu título de "Comandante dos Fiéis" (Amir ul-Mu´mineen), o líder supremo do Talebã é um homem recluso, pouco se sabe sobre ele. Raramente deixa sua fortaleza em Kandahar, no sul do Afeganistão. No país, afirma-se que ele visitou a capital Cabul apenas uma vez. Figuras como o ministro das Relações Exteriores, Wakil Ahamed Mutawakkil, aparecem muito mais em público do que ele. Presume-se que o mulá Mohamed Omar tenha cerca de 40 anos. Também há boatos que ele teria se ferido e perdido a visão de um dos olhos enquanto lutava contra os soldados soviéticos que invadiram o país, em 1979. A imprensa ocidental diz que o mulá Mohamed Omar é um dos inspiradores da política islâmica de linha-dura do Talebã - e pessoalmente muito próximo de Osama bin Laden, o dissidente saudita também suspeito de ser o responsável pelos atentados às embaixadas americanas na África, em 1998. Vice-líder: vago Líder do governo no exílio: Burhanuddin Rabbani Nascido em 1940, Burhanuddin Rabbani ainda é reconhecido pela ONU como o legítimo líder do Afeganistão. De etnia Tajik, ele é ex-professor de lei islâmica na Universidade de Cabul e também estudou na famosa Universidade Islâmica Al-Azhar, no Egito. No início da carreira política de Rabbani, ele fundou o Partido Islâmico Jamiat-e, cujo objetivo era lutar contra o plano de secularização do governo afegão. Em 1992, ele assumiu a presidência do governo liderado pelos mujahedins no Afeganistão, mas fugiu quando o Talebã tomou Cabul, em 1996. Atualmente, Rabbani lidera o governo no exílio e passa a maior parte do tempo coordenando as diferentes facções na aliança anti-Talebã. Mídia A imprensa no Afeganistão tem sofrido sérias restrições desde que o Talebã assumiu o poder. A Rádio Afeganistão foi rebatizada Rádio Voz do Shari´ah (Lei Islâmica) e agora reflete os valores do fundamentalismo islâmico do Talebã. O Talebã também proibiu que os afegãos assistam televisão, alegando que o veículo é fonte de corrupção. O governo também vê a música com suspeitas. Desde que o Talebã instaurou um certo grau de estabilidade no país, jornais e revistas começaram a ser publicados novamente, em pashtu e dari, uma variante da língua persa. As publicações que fazem oposição ao Talebã normalmente são editadas fora do país, principalmente na cidade de Peshawar, na fronteira com o Paquistão e no Irã. A Imprensa Islâmica Afegã , uma agência de notícias com sede em Peshawar, cobre as principais notícias do país. Jornalismo Impresso - Shari´at - controlado pelo Talebã, principal órgão
de imprensa do governo Rádio - Rádio Voz de Shari´ah - única emissora permitida Agências de notícias - Agência de Informação Bakhtar - controlada pelo Talebã.
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