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Manifestantes protestam contra ataques dos EUA em vários países Centenas de indonésios manifestaram-se hoje, pelo terceiro dia consecutivo, contra os ataques dos Estados Unidos no Afeganistão. Na capital do maior país muçulmano do mundo, Jacarta, cerca de 300 estudantes reuniram-se em frente à embaixada dos Estados Unidos, fortemente protegida pela polícia anti-distúrbios do país. "Jihad" - "esforço" empreendido na causa de Deus. Consiste no esforço que o muçulmano deve desempenhar para difundir e proteger o islamismo. Ficou caracterizado como "guerra santa" na imprensa - e "Alá Akbar" (Deus Supremo) foram as principais palavras de ordem gritadas pelos manifestantes, que exigem o corte das relações diplomáticas entre a Indonésia e os Estados Unidos. Na sede do Parlamento, reuniram-se mais de mil pessoas, entre elas várias mulheres, dispersados pela polícia, que usou gás lacrimogêneo. A presidente Megawati Sukarnoputri, que ainda não se pronunciou sobre os ataques dos Estados Unidos, enfrenta uma pressão política crescente. O Parlamento convocou o ministro dos Relações Exteriores, Hassan Wirayuda, para que este explique, na sexta feira, a posição do governo perante os acontecimentos. Na cidade de Yogyakarta, no centro da ilha de Java, cerca de 500 estudantes, colocaram um selo simbólico nos restaurantes americanos McDonald´s e Pizza Hut. Em Medan, na Ilha de Sumatra, centenas de pessoas manifestaram-se contra os bombardeios no Afeganistão. Um grupo radical, a Frente dos Defensores do Islã (FPI), ameaçou atacar a embaixada e edifícios americanos e "expulsar" do país os cidadãos dos Estados Unidos e dos países aliados se Jacarta não cortar relações com Washington até hoje. Ontem, a polícia indonésia disparou alguns tiros de aviso e lançou bombas de gás lacrimogêneo para evitar que um grupo de manifestantes invadisse a embaixada norte-americana. No Afeganistão, na cidade de Jalalabad, cidadãos enfurecidos apedrejaram hoje o jornalista francês Michel Peyrard e dois colegas paquistaneses, detidos desde ontem pela milícia islâmica. Também na Austrália se verificaram manifestações contra o mundo cristão e a favor de Bin Lden. Nesta madrugada, as paredes de uma igreja ortodoxa sérvia foram decoradas com frases a favor do terrorista de origem saudita e contra o mundo cristão. "Osama bin Laden é grande", "O Cristianismo deve morrer", "Morte aos judeus e aos cristãos" são algumas das frases inscritas nas paredes do templo, ainda em construção. Os manifestantes queimaram ainda livros de oração, no recinto onde estão a ser realizados os cultos enquanto se realizam as obras na igreja. No Turquemenistão, país que faz fronteira com o Afeganistão, algumas pessoas reuniram-se na cidade de Termez, no sul do país, para rezarem pela paz. "É preciso castigar os terroristas, mas é preciso encontrá-los um por um para os eliminar. Os Estados Unidos deveriam refletir. Os civis não devem morrer", afirmou uma manifestante, Jakina, 56. |