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Muçulmanos da Indonésia realizam maior
protesto anti-EUA JACARTA, Indonésia (Reuters) - Mais de 10 mil muçulmanos, alguns gritando "nosso sangue ferve", marcharam pelas ruas de Jacarta (capital da Indonésia) na sexta-feira no maior protesto a acontecer no país até hoje contra os ataques liderados pelos EUA no Afeganistão. Mas não houve casos de violência que caracterizaram manifestações anteriores no maior país muçulmano do mundo e o protesto acabou pacificamente no final da tarde. Os manifestantes, entre os quais centenas de mulheres cobertas por véus brancos, saíram da frente da principal mesquita da cidade, passaram pela embaixada norte-americana, percorreram a principal avenida do país antes de pararem na área central da capital, onde também se encontra a embaixada britânica. "Estamos furiosos, nosso sangue ferve. Até o final dos tempos iremos defender todos os muçulmanos", gritavam milhares de pessoas. Algumas agitavam bandeiras afegãs e palestinas, outras carregavam cartazes com críticas ao presidente dos EUA, George W. Bush, e ao primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair. "Bush e Blair, vocês são tão cruéis. Vocês começaram uma cruzada", lia-se em uma faixa. Não houve confrontos com as forças de segurança, que colocaram centenas de homens nas ruas com canhões de água para proteger as embaixadas norte-americana e britânica. Horas antes, o vice-presidente indonésio, Hamzah Haz, que lidera o maior partido muçulmano do país, apelou pelo fim dos protestos, advertindo que eles poderiam prejudicar ainda mais o empobrecido país. A presidente Megawati Sukarnoputri, uma líder laica, tenta
manter um equilíbrio delicado entre agradar a um aliado importante
do país asiático, os EUA, e não enfurecer demais
os grupos muçulmanos. |