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População de 29 países se opõe a ofensiva militar
A opinião pública internacional opõe-se a uma operação militar de
grandes proporções a ser realizada pelos EUA como retaliação pelos
ataques da semana passada em Nova York e Washington, revelou uma pesquisa
do instituto Gallup realizada em 31 países.
Apenas em Israel e nos EUA a maioria dos entrevistados se mostrou
favorável a uma resposta militar contra os países que dão abrigo a
terroristas, mostrou a pesquisa.
Os nacionais de outros países que responderam às perguntas disseram
preferir que os terroristas suspeitos fossem extraditados e levados
a julgamento. "Cerca de 80% dos europeus e cerca de 90% dos sul-americanos
são favoráveis à extradição e ao julgamento", afirmou a empresa Isopublic,
que realizou a pesquisa na Suíça.
No total, 77% dos israelenses se disseram favoráveis a uma ação militar,
enquanto 54% dos norte-americanos tinham a mesma opinião.
A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 19, cerca de uma semana
depois de os ataques contra o World Trade Center, em Nova York, e
o Pentágono, em Washington, terem matado cerca de 6.000 pessoas.
Os EUA ameaçam invadir o Afeganistão se o país não entregar Osama
bin Laden, principal suspeito dos ataques para os norte-americanos.
A maioria das pessoas entrevistadas (entre 70 e 80%) afirmou que ação
dos EUA deve se limitar a alvos militares.
A pesquisa foi realizada nos EUA, Argentina, Áustria, Bósnia, Grã-Bretanha,
Bulgária, Croácia, Dinamarca, Equador, Estônia, Finlândia, França,
Alemanha, Grécia, Israel, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, México,
Holanda, Noruega, Paquistão, Peru, Portugal, Romênia, África do Sul,
Coréia do Sul, Espanha, Suíça e Zimbábue.
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