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Atos no Brasil marcam início de protesto contra retaliação dos EUA Duas manifestações previstas para hoje no país prometem marcar o início dos protestos dos ativistas antiglobalização contra uma reação americana que poderia deflagrar a guerra depois dos atentados terroristas de 11 de setembro. Os protestos originalmente estavam sendo organizados para coincidir com a reunião do FMI com o Banco Mundial em Washington, que estava marcada para o dia 29 e foi cancelada por causa dos ataques terroristas que mataram mais de 6.000 pessoas e destruíram as torres do World Trade Center e uma parte do Pentágono. "Quando a reunião foi cancelada, pensamos em cancelar também os protestos, mas, como as pessoas já estavam mobilizadas, resolvemos mudar o foco para a questão da paz", afirmou Pablo Ortellado, um dos organizadores das manifestações. Em Santos, onde começou o movimento antiglobalização no Brasil, o ato está previsto para as 14h na praça Mauá, em frente à prefeitura. Seguindo a característica dos protestos organizados pelos ativistas da chamada "geração de Seattle", que buscam fazer manifestações criativas, estão programadas performances, oficinas de arte e distribuição de flores. No Rio de Janeiro, os manifestantes devem se concentrar às 13h na Cinelândia e seguir até o Consulado dos Estados Unidos, onde haverá um protesto contra o militarismo americano. Em São Paulo também haverá uma manifestação pela paz, só que organizada pela CUT. A concentração está marcada para as 15h na praça Ramos. No sábado estão previstos protestos dos ativistas
em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Rio
Grande (RS) e Porto Alegre. |