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Declarações de Sharon contra os EUA provocam polêmica em Israel

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, preocupado com a possibilidade de que a coalizão antiterrorista com os países árabes prejudique o seu país, fez uma advertência sem precedentes aos Estados Unidos. A veemência das declarações provocou polêmica em Israel. Sharon fez um apelo ao Ocidente, em particular aos Estados Unidos, para que não chegue a acordo com os árabes em detrimento de Israel, como fizeram os países ocidentes com Hitler antes da Segunda Guerra Mundial.

'Peço que as democracias ocidentais não repitam novamente o erro terrível cometido em 1938, quando sacrificaram a Tchecoslováquia', afirmou Sharon. Ele estabeleceu assim um paralelo entre o presidente americano George W. Bush e o então primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain, que entrou para a história como o homem que capitulou diante de Hitler na conferência de Munique, com a ilusão de ter preservado a paz.

Sharon se referiu principalmente às declarações de Bush, que, na quarta-feira, defendeu a criação de um Estado Palestino.