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Inalação é a forma que terroristas usam para espalhar antraz

O antraz, a enfermidade da qual se declarou o quarto caso nesta sexta-feira, desta vez em Nova York, pode ser transmitido por inalação, por contaminação cutânea ou por ingestão da bactéria antraz.

Nos três casos se trata da mesma bactéria, o Bacillus anthracis, que penetra no organismo e busca um ambiente favorável para seu desenvolvimento.

Em seguida, a bactéria libera toxinas que podem ser mortais para o ser humano se não for tratado a tempo com antibióticos.

A inalação é o modo de transmissão privilegiado da bactéria do antraz utilizada como arma bacteriológica.

A causa é a facilidade de dispersão dos esporos, que podem chegar às vias respiratórias e depois liberar seus efeitos nocivos.

A versão respiratória da doença é a de maior período de incubação.

Pode chegar a 60 dias, segundo um estudo de especialistas em antraz publicado em 1999 pelo Journal of American Medical Association (JAMA).

Por sua vez, a contaminação por via cutânea é a mais comum no mundo. Historicamente, o homem sempre foi infectado por contato com gado contaminado.

No entanto, este tipo de transmissão é o mais raro no caso de ações criminosas, já que para ocorrer a infecção os esporos ou bactérias devem estar em contato com um corte ou ferida.

Mas foi desta forma que os quatro norte-americanos foram contaminados até o momento. Eles receberam cartas com a bactéria e se contaminaram pelo contato. A única vítima que morreu inalou o antraz.

O tempo de incubação para contaminações cutâneas é mais breve que nos casos de contaminação aérea, e não passa dos 12 dias, segundo os especialistas.

A terceira forma de contaminação é por via digestiva, ou seja, por ingestão da bactéria via alimentos, como carne.

Este tipo de transmissão não se adapta bem a uma ação criminosa e, portanto, é pouco factível que aconteça em casos de ataque bioterrorista.

Os esporos do antraz são escolhidos para serem utilizados como armas bacteriológicas porque são resistentes e podem sobreviver várias décadas conservados em locais secos e ao abrigo da luz.