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Editor de jornal diz que carta pode ser fonte de antraz

WASHINGTON (Reuters) - O editor de um grupo de jornais sensacionalistas, cujos empregados foram expostos a antraz, disse na sexta-feira que acreditava que uma carta impregnada de bactérias foi possivelmente mandada ao prédio do jornal e que um dos suspeitos pelos ataques aéreos de 11 de setembro pode estar envolvido.

"Se você apenas olhar para as incríveis coincidências, você não pode chegar a nenhuma outra conclusão se não que este foi uma ataque de bioterrorismo", disse Steve Coz, diretor editorial do grupo American Media, que tem sede em Boca Raton, Flórida.

Três funcionários da empresa -- que publica os jornais sensacionalistas Enquirer, Globe e o Sun -- foram expostos ao antraz. Um deles, o editor de fotografia Robert Stevens, 63, morreu na última sexta-feira.

Coz disse ao programa "Good Morning America" da rede ABC que acreditava que Stevens pode ter pego a doença depois de manusear uma carta contaminada com esporos de antraz, os quais ele acabou aspirando mesmo sem abrir o envelope.

Um dos outros contaminados pelo antraz é um carteiro que está se recuperando em um hospital local.

Coz se recusou a comentar sobre o conteúdo da carta, alegando que o FBI pediu para ele não divulgar o que havia dentro. Tudo o que ele contou foi que a carta continha material que era de interesse de Stevens e de dois de seus colegas de trabalho.

O editor disse ainda que Mohamed Atta, um dos suspeitos seqüestradores de um dos aviões que realizou ataques nos EUA, havia morado próximo ao prédio da empresa e havia estado a uma milha da casa de Stevens.

Outra informação dada por Coz foi de que o FBI estava investigando farmácias na área para descobrir se Atta procurou por um antibiótico usado para tratar antraz, que pode ser fatal, caso não tratado imediatamente.

"Sabemos que ele (Atta) foi a uma farmácia com mãos vermelhas. Há pessoas nesta área que têm vagas lembranças de tê-lo visto", afirmou Coz.