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EUA se dizem preparados para reagir a ataques bioquímicos
WASHINGTON (Reuters) - Uma das oito plataformas secretas dos Estados Unidos, posicionadas para responder a ataques bioquímicos, enviou 50 toneladas de suprimentos médicos para Nova York, horas depois dos atentados contra o World Trade Center, informou uma reportagem no domingo. O secretário de Saúde e Serviços Humanos do país, Tommy Thompson, disse que nove caminhões carregados com 50 toneladas de vacinas, antibióticos, máscaras de gás e ventiladores foram despachados para Nova York, depois que as aeronaves comerciais colidiram com o WTC, em 11 de setembro. "Fomos capazes de deslocar esses 'pacotes de emergência' em horas. Conseguimos transportá-los de onde estavam armazenados para a cidade de Nova York em sete horas", disse Thompson ao programa "60 Minutes" da CBS News, no domingo à noite. Depois que foi confirmado que não se tratava de uma guerra química ou biológica, os caminhões retornaram para a plataforma secreta de onde saíram. "Acho que isso mostra que se uma guerra deste tipo acontecer, estamos prontos", destacou. "Estamos preparados para enfrentá-la". Entretanto, uma pesquisa publicada pela revista Newsweek no sábado informou que 46% dos entrevistados não acreditam que Washington ou os governos locais dos EUA estão preparados para um ataque bioquímico. Enquanto isso, 85% deles acreditam que o uso de tais armas é "algo provável". A pesquisa realizada pelo telefone entrevistou 1.000 adultos com mais de 18 anos de idade entre 27 e 28 de setembro e a margem de erro é de cerca de 3 pontos percentuais. De acordo com a CBC, as plataformas secretas de âmbito nacional também são encarregadas pelo transporte de equipes médicas especialmente treinadas para tratar as vítimas de um ataque biológico. "Temos 7.000 médicos e equipes de assitência em toda a América -- 7.000 especialistas prontos para agir", destacou o secretário. Ele ainda disse que o governo está pronto para cuidar de qualquer consequência provocada por ataques bioquímicos. "Tenho três filhos e hoje à noite vou dizer a eles que estão seguros. E minha neta de menos de dois anos também está segura", comentou. |