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Vacina contra varíola é testada para combater ataque
biológico WASHINGTON (Reuters) - Pesquisadores disseram esta semana que vão testar uma versão enfraquecida da vacina contra a varíola, a fim de determinar se podem aumentar o suprimento limitado do país no caso de um atentado bioterrorista. Seus esforços somam-se aos de outros cientistas que estão se apressando em criar vacinas e tratamentos melhores contra doenças como antraz e botulismo -- causados por micróbios que podem ser usados em ataques do gênero. Outros grupos estão trabalhando para criar melhores exames para a detecção de doenças. A vantagem tática de usar germes em guerra é que as pessoas sequer saberiam que estão infectadas nem se um pó branco é perigoso ou apenas um trote. Especialistas estão alertando há anos que os Estados Unidos estão despreparados para um ataque, e entidades como o Congresso dos EUA e a Organização Mundial de Saúde conduziram estudos que sugerem que milhares de pessoas podem morrer em um único ataque. A ameaça tornou-se real na semana passada, quando Robert Stevens, de 63 anos, editor de fotografia de um jornal da Flórida, morreu de uma infecção de antraz causada pelo homem. Duas outras pessoas foram infectadas, mas não apresentaram a doença. Um quarto caso foi confirmado na sexta-feira em Nova York. Uma forma de proteger as pessoas de possíveis ataques é com o uso de vacinas, mas há falta delas nos Estados Unidos. Existem entre 7 milhões e 20 milhões de doses de vacina de varíola nos EUA. A varíola foi erradicada no mundo há mais de 20 anos com um programa de vacinação, mas acredita-se que foram mantidas amostras do vírus em laboratórios, que agora poderiam cair nas mãos de terroristas. |