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Confira a repercussão pelo mundo dos ataques ao Afeganistão O ataque liderado pelos Estados Unidos contra o Afeganistão tem obtido apoio da maioria dos países do mundo. Em seu discurso, Bush disse que vários países estão ajudando, com forças militares ou serviços de inteligência, e outros podem ser convocados a ajudar. "Somos apoiados por uma vontade coletiva do mundo", afirmou o presidente norte-americano. O Reino Unido é um dos principais aliados dos EUA, participando dos ataques com armamentos e pessoal. "Nós demos a escolha entre a justiça e o terror. Eles preferiram ficar ao lado do terror. Agora, para salvar a paz, nós temos de lutar", afirmou o premiê britânico, Tony Blair. Ele é o principal articulista na Europa a favor da luta contra o governo Taleban afegão. A União Européia (UE) manifestou "total solidariedade" ao ato, afirmou o primeiro-ministro belga Guy Verhofstadt, cujo país assume a presidência rotativa da UE. O chanceler alemão, Gerhard Schröder, disse em uma nota oficial que o governo alemão deu "apoio ilimitado" para os atos norte-americanos contra o que ele chamou de "alvos terroristas", mas ainda não especificou como a Alemanha vai ajudar. A Rússia apoiou totalmente a ofensiva contra o território afegão e disse que os bombardeios foram feitos conforme a Carta das Nações Unidas, disse o presidente russo, Vladimir Putin. A Polônia é "totalmente solidária" aos Estados Unidos, de acordo com o presidente Aleksander Kwasniewski. O presidente francês, Jacques Chirac, que em pronunciamento afirmou que "a democracia mundial foi atacada no dia 11 de setembro", e disse que tropas francesas vão participar do conflito. Forças canadenses também serão utilizadas, conforme o primeiro-ministro do Canadá, Jean Chretien, confirmou hoje. As forças italianas também estão em estado de alerta. O primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, anunciou a criação uma unidade de crise, após afirmar que "a Itália está ao lado dos EUA e de todos que lutam contra o terrorismo". O primeiro-ministro espanhol, José María Aznar, disse que apóia os Estados Unidos e ofereceu total apoio à ação militar, incluindo o uso de bases e pessoal espanhol. Segundo Aznar, os ataques são justificáveis em função da auto-defesa. O Paquistão lamentou pelos esforços diplomáticos não terem convencido os dirigentes do Taleban a "responder aos pedidos internacionais" e cedeu o espaço aéreo para os aviões dos aliados. O presidente Pervez Musharraf anunciou que acredita que o ataque será breve e com alvos específicos e que depois haverá ajuda na reabilitação do Afeganistão. Em compensação, os paquistaneses pró-Taleban fizeram uma série de protestos no país contrários à ofensivas norte-americanas. Paquistão, Arábia Saudita, Uzbequistão, Omã e outras nações muçulmanas pediram secretamente que a campanha contra o terrorismo liderada pelos Estados Unidos não seja abandonada enquanto Osama bin Laden não estiver morto e sua rede - Al Qaeda - destruída. O Tadjiquistão também decidiu abrir seu espaço aéreo para que os aviões dos EUA ataquem alvos no Afeganistão. O Egito quebrou o silêncio oficial e anunciou seu apoio aos ataques feitos pelos Estados Unidos ao Afeganistão. "Apoiamos todas as medidas tomadas pelos EUA para resistir ao terrorismo", afirmou o presidente Hosni Mubarak. O chanceler da Arábia Saudita, príncipe Saud al Faisal, disse que "há uma clara evidência de que ele [Osama bin Laden] está ligado a isso [aos atentatos do dia 11 de setembro]". Segundo ele, "é necessário perseguir com vigor e tenacidade os criminosos que criaram essa tragédia. Nesse sentido, os EUA têm o apoio da comunidade internacional. Sem dúvida, a intenção do terrorismo é provocar retaliações descomedidas que levem os outros à ação e provoquem danos colaterais que aumentem a sensação de injustiça". O primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, disse que concede "total apoio à ação", depois de receber evidências de Washington que mostram Osama Bin Laden como responsável pelos atentados do dia 11 de setembro. Koizumi foi à China tentar convencer o país a apoiar os EUA. A China concordou com o ataque e disse que se opõe ao terrorismo em qualquer de suas formas, mas fez uma apelo aos Estados Unidos para não causarem danos a civis na guerra contra o terrorismo. A Coréia do Sul também declarou apoio aos ataques norte-americanos e ordenou segurança reforçada em pontos estratégicos do país. O Irã condenou energicamente os ataques dos EUA contra o Afeganistão. "Ataques em grande escala são inaceitáveis", afirmou o ministro iraniano de Relações Exteriores. O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, renovou o compromisso de que o país irá ajudar os Estados Unidos em tudo "o que for possível". Ele tomou todas as medidas necessárias para garantir a segurança da população. A Síria se opôs aos ataques e afirmou que a luta contra o terrorismo "deve se realizar somente sob as normas da ONU". O primeiro-ministro marroquino, Abderrahman Yusufi, disse nesta segunda-feira que espera que a resposta dos EUA aos ataques terroristas ocorridos no dia 11 de setembro não se estendam a outras regiões, como anunciou o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, e o presidente George W. Bush. No Brasil, o Itamaraty confirmou sua posição anterior,
concedendo apoio aos Estados Unidos. O presidente Fernando Henrique
Cardoso manifestou que apóia os ataques e disse que essa luta
"não comporta hesitações nem transigência".
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