Atentado - O mundo em PERIGO!!!

Mundo entra em alerta após ataques ao Afeganistão

LONDRES (Reuters) - Vários países do mundo entraram em alerta de segurança na segunda-feira para evitar ataques contra usinas nucleares, aeroportos e missões diplomáticas, em uma possível retaliação aos bombardeios lançados pelos Estados Unidos e Reino Unido no domingo contra o Afeganistão.

Os principais cartões-postais de Londres amanheceram com a vigilância reforçada, entre eles o palácio de Buckingham, sede da monarquia. Os Estados Unidos pediram cautela a seus cidadãos no exterior. "Sei que muitos norte-americanos sentem medo hoje", disse o presidente George W. Bush, ao anunciar o ataque ao Afeganistão.

O bombardeio ao país foi a primeira operação contra o grupo de Osama bin Laden, o milionário de origem saudita acusado de comandar os atentados de 11 de setembro contra Nova York e Washington.

O chanceler britânico, Jack Straw, disse que "o terrorismo pode agir em praticamente todos os lugares", mas pediu à população que mantenha sua rotina, pois a polícia está atenta. "Quem vir alguma coisa suspeita deve avisar imediatamente", pediu.

Os EUA disseram no domingo que os bombardeios contra o Afeganistão pode levar os militantes islâmicos a lançarem novos ataques. Na segunda-feira, todas as embaixadas do país estavam fechadas, por causa do feriado do Dia de Colombo. Em países islâmicos, escolas internacionais não funcionaram.

OCIDENTAIS NA MIRA

A ONU pediu aos seus funcionários que estão no Paquistão que não saiam de casa. O país viveu violentos protestos de rua contra o Ocidente.

Na Indonésia, maior nação muçulmana do mundo, grupos radicais pediram o rompimento das relações diplomáticas com os EUA. A capital, Jacarta, esteve vigiada por 40 blindados, mas não houve incidentes.

Nas Filipinas, onde há combates entre tropas do governo e separatistas islâmicos supostamente vinculados a Bin Laden, a segurança foi reforçada em vários pontos, inclusive em um depósito de petróleo situado perto do palácio presidencial e do aeroporto internacional.

Na Arábia Saudita, os ocidentais mantiveram suas rotinas, mas tomaram algumas precauções, como mudar o caminho para o trabalho. "Vivo aqui há 21 anos e é a primeira vez que senti a iminencia de algum perigo", disse Rhonda Otaibi-Stice, 47 anos, de Kansas City.

O ministério israelense da Defesa disse que o bombardeio "não acarreta qualquer ameaça a Israel", um país odiado por Bin Laden. Apesar disso, muitos israelenses lotaram os centros de distribuição de máscaras de gás -- a população ainda se lembra dos ataques com mísseis Scud iraquianos durante a guerra do Golfo, em 1991.

ALIADOS EM ALERTA

Nos aeroportos ao redor do mundo, os países mantiveram as medidas extraordinárias adotadas depois dos atentados de 11 de setembro. Em alguns países, essas medidas se tornaram ainda mais rígidas na segunda-feira.

O ministro alemão do Interior, Otto Schily, disse temer que "indivíduos fanáticos" preparem ações no país, especialmente contra alvos britânicos ou norte-americanos, mas pediu calma. "Não devemos sair por aí de cabeça baixa, perguntando onde fica o abrigo subterrâneo mais próximo."

Japão e Coréia do Sul, base de 85 mil soldados norte-americanos, também reforçaram a segurança em pontos-chave. O mesmo aconteceu nas instalações da Otan na Bósnia e em Kosovo, regiões de população muçulmana com grandes contingentes dos EUA.

Na Espanha, os passageiros que deveriam embarcar em Madri foram aconselhados a chegar ao aeroporto com quatro horas de antecedência, devido à demora na fiscalização. A Grécia proibiu o tráfego de aviões pequenos, que podem ser usados em um ataque com armas químicas e biológicas.