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Efeitos dos ataques desacelera economia da América Latina

WASHINGTON (Reuters) - O impacto econômico dos ataques nos Estados Unidos resultará em uma redução no crescimento econômico da América Latina entre 0,5 e 1 ponto percentual, disse na segunda-feira o Banco Mundial (Bird).

Os países caribenhos que mais dependem do turismo serão os mais afetados junto com as nações que têm os EUA como principal parceiro comercial, como o México, disse o economista-chefe do Banco Mundial para América Latina, Guillermo Perry.

No Cone Sul, o impacto será mais financeiro, sobretudo para o Brasil e Argentina, que registraram um aumento no diferencial das taxas de juros que pagam para cobrir seus déficits, disse Perry em uma entrevista telefônica direto de Bogotá.

Na região andina, a incógnita será o preço do petróleo, pois o aumento inicial beneficiou Venezuela e Equador, mas logo caiu para 22 dólares o barril --cinco dólares menos do preço vigente antes do dia 11 de setembro.

As perspectivas de recessão mundial e uma menor demanda de petróleo poderia deprimir o preço ainda mais, mas uma represália militar pelos ataques poderia causar uma forte alta.

Antes do dia 11, o Banco Mundial estimava um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina este ano de 1,9%, após ele ter crescido 3,9% em 2000.

Perry disse que o Brasil, que necessita financiar um grande déficit em sua conta corrente, tem precisado recorrer ao mercado em busca de recursos em um ano difícil por causa da crise financeira Argentina.

Embora já tenha financiado suas necessidades econômicas para este ano, a Argentina está planejando uma operação grande para reduzir o perfil de sua dívida pública, mas isso deverá ser adiado, afirmou Perry.

"Se isto durar muito, a Argentina será bastante afetada", disse o economista colombiano.