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Demissões na indústria aérea dos EUA superam
100 mil - Os governos de vários países estão tomando medidas para ajudar a indústria aérea. A Europa evitou uma crise nos seguros das companhias aéreas nesta sexta-feira, enquanto as demissões do setor de aviação nos Estados Unidos excediam as 100 mil pessoas desde os ataques ao país na semana passada. Os congressistas dos Estados Unidos afirmaram que um pacote de 15 bilhões de dólares para o setor pode ser votado ainda nesta sexta-feira. Na Europa, as companhias aéreas e seguradoras têm até segunda-feira para renegociar suas políticas. Sem uma novas medidas de adequação dos seguros após os ataques, algumas companhias correm o risco de não voar a partir da próxima semana, quando vencem suas apólices de seguros. Representantes das companhias aéreas pediram a seus governos que comprometam-se com a questão dos seguros, dizendo que a sobrevivência da indústria está em jogo. Uma questão crucial para as empresas de aviação e as seguradoras é o risco de voar sem os níveis adequados de seguro para terceiros e enfrentando altos prêmios pela cobertura contra sequestro e guerra. Como último recurso, uma solução possível seria os governos atuarem como companhias seguradoras. "Deve haver uma solução no nível europeu", afirmou nesta sexta-feira a comissária de Transportes da União Européia, Loyola de Palacio, sem dar detalhes. No entanto, segundo uma fonte, ela disse aos líderes empresariais que o assunto "é número em sua lista de preocupações". CORTES DE EMPREGOS Nos Estados Unidos, a Northwest Airlines Corp., quarta maior dos EUA, se somou aos anúncios e informou nesta sexta-feira a demissão de cerca de 10 mil pessoas e a redução do número de vôos em 20%. Mais de 100 mil empregos foram cortados na indústria de aviação desde os ataques, incluindo milhares na American Airlines, da AMR Corp., na United Airlines, da UAL Corp. e na Boeing Inc. . Apenas a Delta Air Lines Inc., entre as seis maiores empresas aéreas norte-americanas, não forneceu o número de demissões, embora já tenha admitido os cortes. No BRASIL, os atentados da semana passada só agravaram a crise do setor áereo. A Varig, uma das empresas do setor mais atingidas pela desaceleração --com prejuízo de 509 milhões de reais no primeiro semestre--, anunciou na quinta-feira a demissão de 1.750 trabalhadores, o que corresponde a 10% de sua força de trabalho. A companhia também vai devolver 13 aviões. Na Ásia, a Korean Air Co Ltd, uma das que pediram ajuda ao governo, se juntou nesta sexta-feira à lista de companhias aéreas com planos de demissões. |