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Especialistas admitem perda de sangue americano na guerra contra o terrorista

Estrategistas do Pentágono vêm trabalhando com afinco, dia e noite, às voltas com a complexa topografia do Afeganistão, para conceber os planos de ataque às bases do al-Qaeda, o grupo extremista de Osama bin Laden naquele país. A área é considerada por eles como um esconderijo perfeito.

As estimativas são as de que será necessário, nesta guerra, algo mais do que os famosos “bombardeios aéreos cirúrgicos”. A mobilização de tropas terrestres é tida como uma providência essencial para cumprir a palavra do presidente George W. Bush, que prometeu não apenas vingar os ataques da última terça-feira como dizimar as células terroristas, tanto no Afeganistão quanto em outros países.

- Os Estados Unidos podem estar embarcando numa guerra de desgaste sem fim, contra um inimigo sem rosto - disse o coronel da reserva Robert Killebrew.

O núcleo das forças de Bin Laden está instalado em Kandahar, no leste do Afeganistão, em áreas remotas e montanhosas a quase mil quilômetros do mar (Golfo de Omã). Isso dificulta a utilização de helicópteros baseados em porta-aviões. Por isso os EUA necessitam da colaboração efetiva do Paquistão para montar bases temporárias ali, de onde seriam despachados grupos especiais e de ação rápida.

Boa parte dos militantes e fanáticos protetores de Bin Laden vive em cavernas e conta com a proteção da milícia fundamentalista talibã, que há dez anos expulsou os russos do país após uma década de ocupação. Por isso mesmo o Pentágono está centrando os seus planos numa campanha de duas fases distintas.

Primeiro haveria uma série de bombardeios consecutivos, inclusive com mísseis de cruzeiro, contra as áreas ocu$pelo al-Qaeda. Em seguida, seriam alvejados os focos da milícia talibã. E, então, chegaria o momento do deslocamento das unidades especiais de combate, contando com cobertura aérea, segundo fontes americanas.