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Pressionado, dólar vai a R$ 2,80, ainda com volume fraco

O estresse internacional continua a pressionar o câmbio brasileiro na manhã desta sexta-feira. O mercado de dólar à vista, ainda com volume de negócios estreito, opera com alta superior a 1,5% e renova recordes que vêm se sucedendo desde o começo da semana.

Às 10h30, o dólar valia 2,804 reais na venda, com arranque de 1,59% em relação à quinta-feira, quando a cotação de fechamento já havia apurado o terceiro recorde consecutivo desde a implementação do real em 1994, a 2,758 reais.

A nova marca histórica da moeda norte-americana durante negociações (intraday) aconteceu na abertura desta sexta-feira, a 2,807 reais para venda.

"Abrimos contaminados pelo nervosismo global, as bolsas européias estão despencando, os bônus emergentes derretendo e em todas as mesas só se fala em guerra", relatou um operador de câmbio de um banco estrangeiro.

Outro profissional acrescentou que a limitação das transações --também de valores baixos-- colabora para o impulso do dólar. "As operações estão entrando picadinhas".

Os números dos mercados internacionais sinalizam a manhã de tensão. Os mercados acionários de Londres e Paris, por exemplo, apresentavam no mesmo horário baixa superior a 6%. O EMBI+ --indicador dos títulos de mercados emergentes e que mede o risco país das nações que o integram -- apontou seu maior nível desde 1999 nesta manhã, ao subir 1.000 pontos.

Especialistas reafirmam que os ataques aéreos contra os Estados Unidos há 10 dias elevaram os temores de recessão global, além de introduzir o medo de que uma retaliação norte-americana resulte em guerra