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Os EUA vão à guerra 1961-1973 - Vietnã Os Estados Unidos passam de simples consultores do exército do Vietnã do Sul - em guerra com os vietcongues marxistas do Vietnã do Norte, apoiados pela União Soviética - e entram num conflito traumático, que afetaria toda a política militar dali para frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldaram a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues e suas táticas de guerrilha. A certeza de encontrar um cenário semelhante no Afeganistão e de entrar num novo pesadelo é o maior temor dos Estados Unidos. 1980 - Operação de resgate de reféns no Irã Na inauguração do terrorismo de estado desenhado pelo Aiatolá Khomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica do Irã ocuparam a embaixada americana em Teerã e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar supresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. Em meio à frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois do seqüestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então. 1982-1984 - Beirute Os Estados Unidos se envolveram nos conflitos do Líbano logo após a invasão do país por Israel - e acabaram envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os americanos supervisionaram a returada da Organização pela Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800 soldados integraram uma força conjunta de vários países, que deveriam restaurar a ordem após o massacre de refugiados palestinos por libaneses aliados a Israel. O custo foi um ato de terror, quando um carro bomba matou 241 fuzileiros navais. 1983 - Granada Seguindo a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada depois de um golpe contra o presidente marxista Maurice Bishop. Alegando prestar proteção a 600 estudantes americanos que estavam no país, as tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha. 1986 - Trípoli, Líbia Atribuído ao presidente da Líbia, Muammar Khadafi, um ataque terrorista a uma boate em Berlim frequentada por agentes do governo americano detonou uma severa resposta militar do governo Reagan. Um violento ataque aéreo a Tripoli atingiu instalações que supostamente abrigariam centros de treinamento e apoio a atividades terroristas - para os EUA de Ronald Reagan, Khadafi representava o mesmo que Osama bin Laden significa hoje para George W. Bush - filho do vice-presidente e sucessor de Reagan. 1989 - Panamá Batizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no Panamá foi provavelmente a maior batida policial de todos os tempos: 27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega, um antigo aliado do governo americano. Os Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que teria em Noriega seu líder na América Central. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos. 1990-1991 - Guerra do Golfo Para expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George Bush conseguiu mobilizar vários países aliados e destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo. Além de garantir o suprimento de petróleo, ameaçado pela postura belicista de Saddan Hussein, os Estados Unidos acreditavam que conseguiriam forçar o ditador - que recebera apoio americano durante a guerra contra o Irã - para fora da presidência do Iraque. Saddam não saiu do poder, mas foi obrigado a deixar o Kuwait e assinar uma rendição que impões severas sanções econômicas ao seu país. Apesar de incompleto, o resultado foi considerado uma vitória da estratégia desenhada pelo então chefe do Estado Maior das Forças Armadas, Collin Powell, hoje secretário de Estado do presidente George W. Bush. A estratégia inclui um massacrante ataque aéreo e à distância, usando mísseis de alta tecnologia, destinados a destruir o inimigo e suas instalações oferecendo poucos riscos aos soldados americanos. 1992-1993 - Somália Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, foram à Somália como parte de uma missão da ONU para distribuir mantimentos para a população esfomeada. Os chefes tribais passaram a enfrentar os soldados da força de paz e, num confronto, 18 soldados americanos foram mortos, levando ao envio de reforços. Logo depois, os Estados Unidos se retiraram do país. 1994 - Haiti Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o Haiti para devolver o poder ao presidente eleito Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe. Além de restaurar a democracia e promover a paz, a operação visava evitar que o conflito interno provocasse uma onda de refugiados haitianos em busca de refúgio nos Estados Unidos. Os Estados Unidos saíram do Haiti em 1999. 1995 - Bósnia Batizado de Operação Força Deliberada, o maior ataque da história da OTAN bombardeou pelo ar a Bósnia, logo após o bombardeio de um mercado em Sarajevo por sérvios bósnios, que aceitaram negociar um acordo de paz. 1999 - Iugoslávia Por causa de acusações de limpeza étnica e outros
crimes que estariam sendo cometidos pelos iugoslavos comandados por
Slobodan Milosevic, a OTAN e os Estados Unidos promoveram a Operação
Força Aliada, um violento ataque aéreo à Sérvia
- o presidente Clinton descartou o emprego de tropas terrestres e
avisou que os bombardeios continuariam enquanto fosse necessário.
Milosevic se rendeu, mas o violento ataque atingiu alvos civis e provocou
uma onda de refugiados em busca de segurança nos países
vizinhos. |