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TVs do mundo continuarão a mostrar imagens de Bin Laden

LONDRES (Reuters) - As maiores redes de TV do mundo recusaram-se na quinta-feira a suspender definitivamente a transmissão das declarações de Osama bin Laden, apesar dos pedidos do governo norte-americano.

Os dirigentes dos EUA pediram que as redes tivessem cuidado porque tais declarações poderiam conter mensagens em código.

A maior parte das emissoras disse não ter recebido nenhum pedido de seus governos para limitarem a divulgação, mas afirmou que usaria seus parâmetros editoriais para avaliar a situação caso outro material de Bin Laden venha a público.

As aparições de Bin Laden, entre as quais imagens dele em um campo de treinamento de combatentes, foram divulgadas por meio da rede de TV via satélite Al Jazeera, do Catar.

Na quarta-feira, o governo norte-americano pediu às redes de TV do país que limitassem a divulgação das declarações de Bin Laden, argumentando que o ativista poderia estar tentando passar ordens a seus seguidores sobre o lançamento de novos ataques.

Editores dos canais ABC, CBS, CNN, Fox e NBC prometeram examinar as mensagens e não transmiti-las ao vivo.

Na Austrália, o magnata da mídia Rupert Murdoch disse que suas redes não transmitiriam as declarações do ativista caso essas declarações contivessem mensagens em código.

Em Londres (capital britânica), um porta-voz do primeiro-ministro do país, Tony Blair, disse que cabia às TVs decidir sobre o que vão ou não divulgar.

A Reuters, que distribui imagens para cerca de 350 redes de todo o mundo, afirmou que irá avaliar o material que receber segundo o conteúdo dele.

Redes de TV do Japão, da França, da Itália, da Holanda e da Rússia disseram que não proibiriam a retransmissão de imagens de Bin Laden, mas que as declarações do ativista seriam analisadas.