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Perfil: Osama bin Laden
Segundo Washington, bin Laden também estaria por trás do atentado contra o navio USS Cole da Marinha americana, que foi atingido por uma bomba enquanto estava atracado no Iêmen. Em maio deste ano, quatro pessoas foram condenadas em um tribunal americano pelo envolvimento nos atentados às embaixadas na África - os condenados teriam conexões com bin Laden. Milionário Bin Laden vive atualmente no Afeganistão, protegido pela milícia do Talebã - o grupo radical islâmico que controla cerca de 90% do território afegão. Ele foi para o Afeganistão em 1979, para lutar junto com as milícias muçulmanas que resistiam à invasão da então União Soviética. Bin Laden morava na Árabia Saudita, onde nasceu, e é filho de um milionário vindo do Iêmen. Enquanto continua protegido no Afeganistão, ele declarou uma "guerra santa" contra os Estados Unidos e defendeu a morte de judeus e americanos. Alguns analistas acreditam que bin Laden pode contar com pelo menos 3 mil pessoas dispostas a lutar por ele. Treinado pela CIA Falando à BBC, o especialista em Oriente Médio, Hazhir Teimourian, disse que bin Laden chegou a ser treinado pela CIA durante seus anos de guerrilha no Afeganistão. Na época, Washington deu apoio financeiro e prático aos grupos armados que lutavam contra a presença dos soviéticos no Afeganistão. Foi neste período que ele fundou o grupo Maktab al-Khidimat (MAK) para recrutar combatentes no mundo inteiro e importar equipamento para reforçar a resistência afegã. O apelo de bin Laden funcionou e, segundo ele, milhares de combatentes de países como o Egito, a Turquia e o Líbano se juntaram ao grupo. Guerra civil Com o fim da desastrosa invasão da União Soviética no Afeganistão e em meio à guerra civil que se seguiu no país, bin Laden se voltou contra os Estados Unidos e seus aliados no Oriente Médio. Ele chegou a voltar à Arábia Saudita, mas foi expulso em 1991, acusado de envolvimento em atividades subversivas. Nos cinco anos seguintes, bin Laden viveu no Sudão - mas também foi expulso de lá depois de pressões americanas sobre o governo sudanês. Ao deixar o Sudão, bin Laden retornou ao Afeganistão - e analistas dizem que ele passou a se dedicar ao planejamento de atentados contra alvos americanos. Dono de uma grande fortuna, o Departamento de Estado considera bin Laden "um dos maiores patrocinadores do extremismo islâmico em todo o mundo". Washington acusa o milionário de envolvimento em uma série de atentados, incluindo o carro-bomba no World Trade Center em 1993, a morte de 19 soldados americanos na Arábia Saudita em 1996 e os ataques a bomba contra as embaixadas no Quênia e na Tanzânia. Frente islâmica Alguns analistas acreditam que bin Laden faça parte de uma
frente islâmica internacional que reúne grupos da Arábia
Saudita, do Egito e de outros países na região. A frente teria como objetivo final o que seria a liberação final dos três locais mais sagrados para os muçulmanos: Meca e Medina (na Arábia Saudita) e Jerusalém. Bin Laden dificilmente fala à imprensa - mas os poucos que o conheceram dizem que ele é modesto e praticamente tímido. Acredita-se que ele tenha cerca de 40 anos de idade e que tenha três mulheres. Desde que o movimento radical do Talebã passou a controlar praticamente todo o território afegão, bin Laden teria passado a contar com o apoio e proteção da liderança do grupo. Por causa de sua presença no país, os Estados Unidos já realizaram ataques com mísseis contra alvos que, segundo Washington, eram acampamentos de treinamento do grupo liderado por bin Laden. |