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Agência atômica alerta para maior risco de terror
nuclear VIENA (Reuters) - O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed El Baradei, disse na quarta-feira que a violência dos atentados de 11 de setembro contra os EUA mostrou que o terrorismo nuclear se tornou "bem mais provável" do que se achava. "A disposição dos terroristas de sacrificar as próprias vidas para conseguir seus objetivos malignos cria uma nova dimensão na luta contra o terrorismo", afirmou El Baradei, cuja agência, ligada à ONU (Organização das Nações Unidas), regula mundialmente a segurança nuclear. Para ele, o risco não é só de um país construir clandestinamente uma bomba atômica. Mais grave é a ameaça de atentados contra usinas nucleares e o uso de material radioativo para criar pânico na população. Especialistas de todo o mundo se reuniram nesta semana na sede da AIEA, em Viena, para discutir questões de segurança. A sexta-feira será dedicada exclusivamente ao terrorismo nuclear. El Baradei pediu a países de todo o mundo que revisem os riscos em suas instalações nucleares e invistam dinheiro para prevenir atentados. Segundo ele, vários grupos extremistas já tentaram comprar material nuclear, inclusive a Al Qaeda, de Osama bin Laden, suspeito de planejar os ataques de 11 de setembro. Desde 1993, há quase 400 casos registrados de tráfico de material radioativo, mas apenas 18 envolviam urânio enriquecido, a matéria-prima das bombas atômicas. Segundo a AIEA, a quantidade traficada é insuficiente para produzi-las. A AIEA acha que, em geral, as usinas nucleares são muito seguras, mas em vários países não há controle suficiente quanto às pequenas fontes radioativas, usadas para fins industriais e médicos -- radiografias, por exemplo. "Instalações nucleares são talvez as estruturas industriais mais fortes e robustas do mundo", disse El Baradei, mas nenhuma delas resistiria a um atentado como o que derrubou o World Trade Center (Nova York). "Não há mais santuários. Não há mais zonas de segurança", afirmou El Baradei. |