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Editora da Flórida diz ter sofrido ataque bioterrorista

O chefe-executivo da America Media Company, David Pecker, cujo prédio foi interditado pelo FBI devido a três casos de pessoas infectadas com a bactéria antraz, disse há pouco que considera o surgimento da bactéria parte de uma ameaça terrorista. "Acredito que esse seja o primeiro caso de bioterrorismo da América."

"Primeiro atacaram o World Trade Center, o Pentágono e agora a America Media. Não são coincidências", disse Pecker.

O executivo descartou que o alvo do suposto ataque fosse ele. "Isso é um ataque contra a América."

A investigação realizada pelo FBI agora é considerada criminal. O agente encarregado, Hector Pesquera, afirmou que não há evidências de que o antraz foi produzido ou causado por um grupo terrorista relacionado aos ataques que 11 de setembro no país.

Contaminados
Testes realizados na Flórida com pessoas que trabalhavam ou entraram em contato com o homem que morreu em decorrência da bactéria antraz deram positivo para mais uma pessoa.

O antraz é uma bactéria tóxica que mata 90% dos contaminados. A bactéria foi encontrada em uma mulher de 35 anos, não identificada. De acordo com autoridades da área de saúde do Estado da Flórida, essa pessoa está sendo diretamente monitorada. Não foram dados detalhes sobre quem é essa mulher ou qual o seu estado de saúde.

"Temos mais um empregado da empresa com a presença da bactéria", disse Pesquera.

Esse é o terceiro caso de antraz no Estado. Na semana passada, o fotógrafo Robert Stevens, 63, morreu contaminado pela bactéria. No domingo, o encarregado de correspondência Ernesto Blanco, 73, foi internado com vestígios da bactéria no nariz. Ambos trabalhavam na mesma redação, da empresa de revistas American Media.

O FBI (polícia federal americana) está realizando uma série de investigações para definir como essas pessoas foram contaminadas. Mais de 700 pessoas já foram examinadas.