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EUA encontram antraz em correios de Washington e da Flórida
WASHINGTON (Reuters) - Nova York registrou seu primeiro caso de antraz pulmonar, e esporos da bactéria foram encontrados em mais três agências de correios na região de Washington e na Flórida. As autoridades ainda não conseguiram identificar os autores dos atentados biológicos. O Centro para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) confirmou na terça-feira que uma funcionária de hospital de Manhattan (Nova York), de 61 anos, está em estado grave devido ao antraz. Isso leva a crer que a bactéria está sendo espalhada de algum outro modo além do correio. É o primeiro caso de antraz pulmonar (mais grave que o cutâneo) em Nova York e o nono no país. A funcionária trabalhava no almoxarifado do hospital, que até recentemente ficava junto com o setor de correspondência -- onde nenhuma carta suspeita foi achada. As autoridades investigam sua vida nos últimos dias para saber como aconteceu a contaminação. O correio disse que encontrou vestígios do antraz em uma agência do noroeste de Washington e em outra de Virginia, nos arredores da capital, indicando que a bactéria está se espalhando pela cidade. Vários prédios públicos já foram contaminados, entre os quais o Congresso, o Departamento de Estado e a Corte Suprema. Em West Palm Beach, Flórida, minúsculas quantidades de esporos foram encontradas em 3 das 25 máquinas separadoras examinadas na semana passada em uma grande agência. Por lá passam todas as cartas destinadas ao condado de Palm Beach, onde neste mês morreu a primeira vítima da doença -- o editor de fotografia de um jornal popular de Boca Raton, que tinha 63 anos. Um colega dele também contraiu a doença, mas sobreviveu. Um porta-voz disse que nenhum dos 600 funcionários da agência ficou doente, mas parte dela passou algumas horas interditada. O CDC já confirmou 16 casos de antraz (inclusive três mortes), em Nova York, Nova Jersey, Washington e na Flórida. O diretor dos Correios, John Potter, disse a uma comissão do Senado que seu serviço continua confiável, mas precisa de bilhões de dólares para esterilização e reforço na segurança. Investigação O diretor de Segurança Nacional, Tom Ridge, disse que há centenas de investigadores trabalhando em tempo integral para tentar descobrir a origem do antraz. Ainda não há provas para negar ou confirmar a participação de grupos radicais de direita norte-americanos ou do militante de origem saudita Osama bin Laden, acusado de tramar os atentados de 11 de setembro contra Nova York e Washington. "Não sabemos ainda se é algo perpetrado nos Estados Unidos por alguém com formação em microbiologia, com algumas instalações nos EUA, ou se é um sistema financiado por algum país", disse Ridge. Para tentar acalmar a população, ele disse que, desde o primeiro caso, mais de 25 bilhões de correspondências já foram entregues. "Deixe de lado cartas suspeitas. Mas você deve abrir sua correspondência e usar o sistema postal", aconselhou ele. Segundo Rex Archer, que coordena a estratégia contra o bioterrorismo na associação nacional de autoridades locais de saúde, os Estados Unidos precisam investir 1 bilhão de dólares para evitar o risco de ataques disseminados. Esse dinheiro seria usado no aumento da vigilância e em programas de reação rápida a um ataque em grande escala. |